quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal


Frohe Weihnachten

عيد ميلاد مجيد

聖誕快樂

glædelig jul

Feliz Navidad

Joyeux Noël

Καλά Χριστούγεννα

חג מולד שמח

merry christmas

buon natale

メリークリスマス

С Рождеством

giáng sinh vui vè


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Voluntário

Se lhes apetecer fazer alguma coisa em 2009 aqui deixo umas sugestões, pensem nas alegrias que podiam dar/receber, sendo doadores de boa vontade.

Cumprimentos a todos.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ao meu Mestre.

Escolhi este fantástico poema, de Dante Milano em homenagem a Camões, para despedir esta semana.
Desejo-vos um belíssimo fim-de-semana.



Homenagem a Camões

Através do imitado sentimento,
Ao ler-te, quanta vez tenho sentido
Como é muito maior o amor vivido
Em ato não, mas só em pensamento.

Então invento o que amo e amo o que invento,
Em coisas sem razão tão comovido
Que o ar me falta e o respiro comprimido
Não sei se dá, não sei se tira o alento.

Sabor de amor é esse alto respirar,
Essa angústia em suspiros mal dispersos,
Em amor, que importância tem o ar,
O ar, cheio de fantásticas ações!
Assim, aquele que imitar teus versos,
Primeiro imite o teu amor, Camões.


Dante MilanoDo livro: "Poesias", Ed. Agir, 1948, RJ
Bom fim-de-semana.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Como sabem existem diversas tribos urbanas, cada uma possui a sua identidade que é constituída em volta de um tema com a qual os seus membros se reconhecem.
Entre as diversas tribos urbanas que existem no nosso país, uma das minhas favoritas, talvez porque haja bastantes membros na minha cidade, são os Rockabilly. Estes “tipos e tipas”, identificam-se com o rock 'n' roll´ e com a cultura dos anos 50, vestindo-se com roupas iguais às da época e ouvindo entre outros,Elvis Presley,Jerry Lee Lewis,Ritchie Valens.
Para alem de serem geralmente pessoas pacíficas, o que eu aprecio, ainda possuem um gosto por tatuagens com cores exuberantes o que até acho engraçado, mas um dos elos em comum que eu tenho com essa tribo fantástica é mesmo o facto de também eu ser apreciador das Pin Up.



Nota:Pin Up - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pin-up

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Caros Escravos

“Sujos, porcos, cabrões”, como diria o meu avô.
Neste momento terei de fazer minhas estas “sábias palavras”, contra aos chulos que pretendiam fazer de nós escravos, ao acrescentarem 25 horas ao nosso horário semanal.
Actualmente já não temos tempo para nada, negligenciamos amigos, família, lazer, ver um bom filme, atrevo-me a dizer que nem os nossos próprios problemas podemos resolver por falta de tempo.
Se queremos ir ao banco, quando vamos? Se queremos ir aos correios, quando vamos? Se por acaso queremos ir ao município ou registo civil, quando vamos? E que me dizem das oficinas de mecânica, quando vamos?
Não podemos resolver os nossos assuntos pessoais, os serviços não são compatíveis com a maioria dos nossos horários, a vida é feita a correr principalmente no período pós laboral, mas como se não bastasse ainda nos iam mimosear com mais 25 horas semanais.
É uma vergonha o que nos andam a fazer, qualquer dia o mundo não pára, o calendário conta e volta a contar, deixará de haver noite para a terra descansar, isto é, o dia cola à noite e o homem é completamente esquecido.
Tem de haver união, se dividirmos 65 horas por 5 dias, obtemos 13 horas por dia, se tivermos em conta que actualmente trabalhamos uma media de 8 horas por dia, estas 13 horas que um trabalhador iria fazer, criavam quase 2 postos de trabalho, consentrados apenas num, ou seja mais desemprego.
É incompreensível, o mundo está à beira do colapso, a passar por uma crise financeira como nunca se viu e ainda por cima os valores do homem são completamente espezinhados.
Por favor não permitam que façam de vós um objecto, muito menos permitam que vos transforme em carro, monta-cargas, tractor ou picareta.



Cumprimentos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Blackout

Ola, ola, ola...
Então os meus caros leitores não apreciaram o continho com que vos brindei, ah?
Será que todos os meus leitores ,de quem tanto gosto, são um pouco apudorados,ah?
Não acredito, mas fiquei um pouco triste, pois foi o único texto que eu anunciei na véspera com tanto carinho e amor... mas ohhhh!!! Só teve um comentário. Por sinal, obrigado.
hoje não vou postar em forma de protesto.
Nem vos vou mandar cumprimentos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

+ 18

O prometido é devido e aqui vos deixo o fantástico conto do Marquês de Sade. Espero que gostem,que tenham bom senso e espírito crítico para compreender a temática.


Há lugar para dois

Uma belíssima burguesa da rua Saint-Honoré, de aproximadamente vinte e dois anos, gorduchinha e roliça, carnes as mais viçosas e apetitosas, todas as formas modelares ainda que um pouco cheias, e que acrescentava a tão fartos encantos presença de espírito, vivacidade, e gosto o mais aguçado por todos os prazeres que lhe proibiam as rigorosas leis do himeneu, decidira, havia quase um ano, arranjar dois ajudantes para seu marido que, sendo velho e feio, a ela não somente desagradava muito, como também cumpria mal, se não raramente, os deveres que, talvez, com um pouco mais de desempenho, poderiam acalmar a exigente Dolmène - assim se chamava nossa bela burguesa. Nada mais bem combinado do que os encontros marcados com esses dois amantes: Des-Roues, jovem militar, ficava normalmente das quatro às cinco horas da tarde e das cinco e meia às sete chegava Dolbreuse, jovem negociante com o rosto mais bonito que se pode ver. Era impossível fixar outros momentos; eram os únicos em que a sra. Dolmène estava tranqüila: de manhã, era preciso estar na loja e, à tarde, também tinha de aparecer por lá algumas vezes, ou então o marido voltava, e deviam falar de seus negócios. Por sinal, a sra. Dolmène havia confidenciado a uma de suas amigas que ela gostava muito que os momentos de prazer se sucedessem assim muito próximos um do outro: a chama da imaginação não se apagava, ela assegurava; desse modo, nada mais temo do que passar de um prazer a outro; não era difícil retomar a ação, pois a sra. Dolmène era uma criatura encantadora que calculava ao máximo todas as sensações do amor; pouquíssimas mulheres conheciam-nas como ela própria e, em virtude dos seus talentos, reconhecera que, depois de muito meditar, dois amantes valiam muito mais do que um; com respeito à reputação, era quase a mesma coisa, um encobria o outro; poderiam se equivocar, poderia ser sempre o mesmo a entrar e sair várias vezes durante o dia, e com relação ao prazer, que diferença! A sra. Dolmène, que temia em particular a gravidez, bem segura de que seu marido jamais com ela cometeria a loucura de lhe arruinar a cintura, havia igualmente imaginado que, com dois amantes, havia muito menos risco, quanto ao que temia, do que com um, porque, dizia ela, na condição,de excelente anatomista, dois frutos se destruíam mutuamente.
Certo dia a ordem fixada nos encontros veio a se alterar, e nossos dois amantes, que nunca se tinham visto, conheceram-se de maneira engraçada, conforme mostraremos. Des-Roues foi o primeiro, mas chegara muito tarde, e como se o diabo tivesse se intrometido, Dolbreuse, que era o segundo, chegou um pouco mais cedo.
O leitor inteligente percebe de imediato que, da combinação desses dois pequenos erros, deveria acontecer, infelizmente, um encontro infalível: e assim sucedeu. Porém, mencionaremos como isso se deu e, se possível, ocupemo-nos desse assunto com toda decência e moderação que tal assunto já por si muito licencioso, exige.
Por obra de um capricho bastante bizarro - mas tão comum entre os homens - nosso jovem militar, cansado do papel de amante, quis, por uns momentos, representar o da amante; em lugar de ser amorosamente abraçado por sua divindade, quis, por sua vez, abraçá-la: em resumo, o que está embaixo, coloca-o em cima, e, por essa inversão de posição, inclinada sobre o altar onde normalmente se oferecia o sacrifício, era sra. Dolmène que, nua como a Vênus calipígia, e encontrando-se estendida sobre seu amante, apresentava, diante da porta do quarto onde se celebravam os mistérios, o que os gregos adoravam com devoção na estátua que acabamos de mencionar, essa parte mui bela que, em suma - sem sair à procura de exemplos tão remotos - encontra tantos adoradores em Paris. Tal era a atitude quando Dolbreuse, acostumado a entrar sem dificuldade, chega cantarolando, e vê por um ângulo o que uma mulher verdadeiramente honesta não deve, segundo dizem, jamais mostrar.
O que teria causado grande prazer a muitas pessoas fez com que Dolbreuse recuasse.
- O que vejo? - Exclamou – ... traidora... é isso que me reservas?
A sra. Dolmène que, naquele momento, se encontrava numa dessas crises em que uma mulher age infinitamente melhor do que raciocina, resolve mostrar-se audaciosa:
- Que diabo tens tu, - diz ela ao segundo Adônis - sem deixar de se entregar ao outro - não vejo nisso nada que te cause muito pesar; não nos perturbes, meu amigo, e contenta-te com o que te resta; como bem podes notar, há lugar para dois.
Dolbreuse, não conseguindo deixar de rir-se do sangue-frio de sua amante, pensou que o mais simples era seguir o conselho dela, não se fez de rogado, e dizem que os três lucraram com isso.


Marquês de Sade in Contos libertinos.